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13/01/2008

Uma sílaba para definir um sentimento
uma palavra para se dizer a verdade
tudo que eu peço sobre nada
nenhum lugar para ir, ou mesmo voltar

Roubaram o que eu tinha de esperança
roubaram o que tinha de livre, de puro
só resta o ser vazio e inacabado
um sorriso que jaz num rosto estranho

ser diferente para ser igual
e contar com as sobras de quem foi feliz
traçar um caminho para....   para... não se sabe dizer
pode ser a indiferença a chamar
para construir aquilo que já se foi feito

E algum lugar alguma vez vai tirar de novo
tudo que foi montado com o suor do próprio corpo.

                                                                            J.C.


Escrito por Clair Santos às 13h11
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26/11/2007

Uma explicação sobre o mantra de seis sílabas, Om Mani Padme Hum:

  • Om fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses. O sofrimento do reino dos deuses surge da previsão da própria queda do reino dos deuses [isto é, de morrerem e renascerem em reinos inferiores]. Este sofrimento vem do orgulho.
  • Ma fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos deuses guerreiros (sânsc. asuras). O sofrimento dos asuras é a briga constante. Este sofrimento vem da inveja.
  • Ni fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino humano. O sofrimento dos humanos é o nascimento, a doença, a velhice e a morte. Este sofrimento vem do desejo.
  • Pad fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino animal. O sofrimento dos animais é o da estupidez, da rapina de um sobre o outro, de ser morto pelos homens para obterem carne, peles etc., e de ser morto pelas feras por dever. Este sofrimento vem da ignorância.
  • Me fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino dos fantasmas famintos (sânsc. pretas). O sofrimento dos fantasmas famintos é o da fome e o da sede. Este sofrimento vem da ganância.
  • Hum fecha a porta para o sofrimento de renascer no reino do inferno. O sofrimento dos infernos é o calor e o frio. Este sofrimento vem da raiva ou ódio.

Om Mani Padme Hum.

(Adaptado de Thinley Norbu, The Small Golden Key to the Treasure of the Various Essential Necessities of
General and Extraordinary Buddhist Dharma. Traduzido por Lisa Anderson. Boston: Shambhala, 1999. Pág. 101.)


Escrito por Clair Santos às 14h28
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23/11/2007

Tão imperfeito quanto as poucas palavras
São apenas passos o que eu acho que ando
Passos para o nada, sempre o nada...

E então você chega de repente
e deixa tudo virado, avesso ao errado
o certo seria mas não o é...

E sinto tuas mãos,
e quero tua boca,
teus olhos fixos,
sobre, entre, dentro...
Tão simples...

Ao acaso buscava respostas,
buscava formas inertes que aos poucos
foram se tornando um eu.

E tornaram-se suspiros
mãos e braços entrelaçados
egos alterados, sôfregos,
buscando segurança entre minhas coxas
mostrando-me segurança entre seus braços...

E o sonho acaba, e acordo...
e os braços ainda amarram-me,
a boca cela minha boca
como se nada mais fosse importante...
              Apenas sentir torna-se importante...

Tão imperfeito quanto as poucas palavras,
as mãos, os gestos ágeis, o corpo um,
a segurança entre suas palavras,
a forma nas minhas mãos...

E desfizeram-se os medos.
E no lugar sussurros sôfregos...
E prazer... E desejo...
                           ...NÓS...UM SÓ...SEMPRE...

                                                             J.C.


Escrito por Clair Santos às 21h00
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20/11/2007

Em uma das muitas manhãs que têm o peso de todo um dia, um casal inicia sua rotina à mesa da cozinha. a mulher ali espera o homem, que acabou de se barbear. ambos sentam-se sem abrir a boca, mas com os olhos abertos o suficiente para trocarem olhares. a mulher passa um pão ao homem. o homem passa manteiga no pão. o pão passa para a boca. a boca, ainda muda. ele olha para a xícara — vazia. ela nota o olhar do marido, e logo intervém.

          — sirvo-lhe?
          — às vezes.
          — o que você disse? — a mulher replica de imediato.
          — nada. sirva-me, por favor. — ele desconversa enquanto a esposa deixa escorrer um líquido preto e fumegante.
          — acho que não começamos bem.
          — nunca começamos mesmo.
          — ora, não comece… — ela evita um conflito sobranceiro.
          — viu?!
          — vi o quê?
          — por que você tem medo de tudo o que diz?
          — pelo mesmo motivo que você tem medo de tudo o que ouve e houve.

           (o amor, um exagero poético, nunca foi fácil. nem para os primeiros amantes, que tiveram a dificuldade de o inventar e aprender a lidar com ele; nem para os amantes contemporâneos, que têm a difícil tarefa de não cair nos lugares comuns. o amor é um lugar estranho. não um lugar comum. e, visto isso, todo o amor é perfeito até deixar de o ser, todo o amor é doce até amargar, todo o amor existe até morrer.)

          — eu sinto que você esconde seus medos. onde os guarda?, debaixo da maquiagem?
          — não tenho receios a esconder. sou um livro aberto. — ela atalha.
          — com traças. — o marido, petulante, risca um fósforo nas proximidades de um palheiro.
          — o quê?
          — nada.
          — viu?! veja só quem é o desentendido! — a esposa aprecia sua própria perspicácia.
          — não é isso. apenas acredito que quem ama, omite.
          — então deixe de omitir o que quer que seja por um momento! que tal parar com isso apenas nesta manhã?
          — ótimo.
          — que bom que concordou.
          — não concordei. é o café, está ótimo. — ele sorve mais um trago, evitando queimar os lábios.
          — não acredito… um elogio!
          — desculpe, mas eu não elogiaria você por isso. apertar o botão da cafeteira não é mérito nenhum. apenas me diz que você não sofre de reumatismo.
          — você é mesmo ridículo…
          — não se preocupe. eu convivo bem com isso, assim como com minha beleza, na medida em que ela não existe e eu estou perfeitamente consciente disso. — ele dá de ombros.
          — não coloque as palavras em minha boca!
          — quem me dera poder encher sua boca de palavras. dessa maneira, ficaria calada por um momento.
          — grosso! — a esposa pousa, com aspereza, a xícara no pires.
          — tudo bem, fui rude, admito.

           (no ódio ou no amor, há bocas que não são bocas: antes, verdadeiras valas comuns. de todo o amor que prometem, ficam a fazer letra morta. se hoje tantas pessoas escrevem sobre os desvarios do coração, deixam de notar que não tencionam responder a nada — antes, almejam se tornar ficcionistas.)

          — escute aqui, não pense que darei a outra face para você esbofetear com suas palavras. — ela retoma uma serenidade a disfarçar sua irritação.
          — de você eu não espero este tipo de ato sublime.
          — as pessoas têm o célere prazer de despertar-nos dos sonos mais gostosos, dos sonhos mais possíveis, dos erros mais sinceros…
          — eu não sabia que era casado com uma poetisa.
          — nem eu sabia que era casada com um mal-educado que sempre se supera em se tratanto de descortesias.
          — que tal acalmarmos os nervos? passe-me os biscoitos, por favor.
          — claro. ei-los. sabe qual é uma das nossas diferenças?
          — das muitas diferenças? não, qual seria? — ele pergunta, em tom desafiador.
          — eu posso lhe passar os biscoitos, mas você não pode me fazer a mesma gentileza. geralmente a primeira vez é muito boa, mas estou sempre preparada para o biscoito. e você deixa a desejar…
          — ah!, quer falar sobre sexo? pois falemos sobre sexo. não posso dizer que tenho mais interesse sexual por você do que tenho, digamos, pelo incêndio da biblioteca de alexandria. ocorre que o incêndio consome o que tem que consumir e se apaga, sem que depois insista em discutir a relação.
          — mas apenas me preocupo! — ela retoma um discurso mais cuidadoso.
          — com o quê? com os rumos do casamento? todas as vacas já morreram no pântano. não tente ruminar acerca de uma salvação qualquer. uma crise básica vai e volta, é possível de ser suportada, tem horas que rasga e tem horas que se aquieta. nosso caso é diferente: crises não existem mais. o que há, há tempos, é uma crase: junte seu tédio com o meu tédio e teremos o nosso casamento.
          — na teoria você me surpreende, mas o que já fez na prática? tentou de alguma forma evitar a rotina?
          — quer que eu evite a rotina? pois bem. amanhã não virei tomar café. ficarei no banheiro, sentado, fazendo esculturas que retratem nossa vida. um belo monte de… — ele levanta a voz, a ponto de gritar.
          — passe-me a geléia. — a esposa, serena, finge não ouvir.
          — não me interrompa!… um belo monte de m…
          — esta geléia deve estar vencida. — ela diz, depois de abrir um pote vermelho com um aroma estranho.
          — dane-se a geléia! um belo monte de b…
          — minha faca está suja, passe-me esta ao seu lado.
          — quer parar de me interromper?! — enérgico, punho cerrado, ele bate na mesa.

           (do nascimento à morte, a terra sob os pés nos falta. depois de certa idade, tornamo-nos artistas ingênuos a pintar o amor efêmero com tinta permanente. quando o amor é descoberto, dificilmente é entendido; se desvendado, raramente é descoberto. talvez nunca saibamos o que seja o amor, pois tudo o que já se escreveu sobre o assunto foi redigido por mal-amados…)

          — certo, continue. — a mulher espia o marido sem que ele note.
          — já esqueci o que tinha em mente.
          — vou lhe dizer, então, o que eu tenho em mente. há uma diferença essencial entre o fim de um casamento e o fim de uma amizade. sobre nossa relação você pode sempre alegar que este suposto amor foi um equívoco. mas é muito mais difícil ser amigo de alguém durante anos e um dia concluir que aquilo nunca foi uma verdadeira amizade. no amor, o erro sobre o objeto é um álibi para o desgosto; mas na amizade, o erro sobre o objeto é apenas desgostoso.
          — o que quer dizer com isso?
          — que estou frustrada.
          — com o quê? comigo?
          — com você, com a geléia, com tudo. contudo, você não percebe esse tipo de coisa.
          — esqueça a maldita geléia! — ele irrita-se.
          — estranho, mas eu acabo de notar que está cada vez mais claro para mim que se por um lado você é um péssimo marido, por outro é um ótimo ex. por vários motivos, claro, mas o principal é que você é facílimo de ser esquecido. uma virtude frouxa, eu sei, mas muito útil.
          — onde quer chegar? divórcio, separação de bens? — ele curva as grossas sobrancelhas e arregala os olhos.
          — fique com tudo, nada vai me fazer falta. se algo me faltar, resolverei sozinha. — a mulher levanta-se, calmamente.
          — onde vai? não terminamos essa conversa!
          — sim, terminamos. e não apenas a conversa.
          — onde, raios, você vai? por que está saindo? como assim, terminamos?
          — veja, sinto falta de algo e vou resolver isso, como disse, sozinha.
          — mas a você nada falta! espere, não feche a porta! o que vai fazer?
          a mulher, decidida, cerra calmamente a porta. dirige-se ao mercado mais próximo para comprar um novo pote de geléia.

           (o amor, como o abismo, só se consuma na queda. e quem cai somos nós — cada um à sua maneira, pois homens e mulheres têm formas diferentes de amar. elas amam; eles amam. e entre um e outro suspiro apaixonado, lêem sören kierkegaard e começam a duvidar do amor, que se perde no meio de tantos preconceitos teóricos…)


Escrito por Clair Santos às 14h16
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15/11/2007

No momento, o tempo.

O hábito pedindo pra voltar.

O ressequido pedido de desculpas

soando surdo, levitando lívido, morto.

 

A busca pelo que não faz mais sofrer.

A buscar pelo que não mais importa de verdade.

Olhos no mundo

e pés tão na irrealidade.

E sentir que tudo já não existe,

o vago,o vão da porta, a despedida.

Tudo tão frio, tão triste,

ao mesmo tempo tão perfeito...

Já não há caneta a virar pena,

nem poeta a criticar a prosa.

Apenas o vago do que pode dar certo,

apenas o vago do que pode dar certo,

apenas a viga que o sustentava de pé.

Quantos pensamentos esvaíram-se

no que pensava que seria eterno.

Esqueceu-se que não existe pra sempre.

Esqueceu-se que não existe nunca.

Trouxe o pó e o esquecimento

para preencher os buracos.

Tornou-se fingimento.

Tornou-se lúdico.

Tornou-se público.

Expor já era o que restava...

De que forma? De que forma?

Tanta bobagem na mente

fez o sentimento esvair-se,

trouxe o mundo pra se sentir menos sozinho,

trouxe o espelho para se sentir menos sozinho,

trouxe a alma... o fato , o tempo...

 

O que era para ser pequeno

tornou-se um castelo de amontoados,

pensamentos picados,

fragmentados em falsos vultos,

tudo que nada trazia.

Pontos pequenos que podem prendê-lo

num local que na se sabe sair.

Talvez fosse realmente necessário

a voz travada,

a pele tépida,

o frio intenso,

e tudo novamente nada,

e se fez a terra,

e se fez o mundo,

         e acabou-se a verdade.

                                                    E o verso: Fim.                         

                                                                                            J.C.


Escrito por Clair Santos às 20h40
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01/04/2007

Poemas no papel
e todas as luzes apagadas.
Percebo de longe ser observada
É você, e espreita
a escuridão que me cerca.
E nos versos pede-me por perdão
Mas já não faz parte do que sou.
Porque não posso mais compreender o que passou.

Palavras de esquecimento
perdidas agora
enquanto você me olha de longe.
Como sangra!
Você me machuca
mas nem parece importar-se.
Poruqe sabe que eu sei
que a cicatriz permanece.
Sabe que sempre volto atrás
e corro feito uma criança ao brinquedo.
E voê ainda a observar no escuro.

Escadas de ilusão.
Agora que acordei não
há mais sonhos.
E também não há você...
Difícil!
E o pior não é haver
como esquecer
porque não existe passado ou futuro.
O que sinto apenas é
ou completo ou desconforto.
Apenas é você o que sinto
sozinha... no escuro.
enquanto o vejo observar-me
e se afastar do que eu sou agora.

Afastar as ilusões.
Colocar os pés no chão.
E ter você longe do
que eu me tornei...
Apenas niil, apenas eu...

                                  J.C.


Escrito por Clair Santos às 22h53
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12/11/2006


Escrito por Clair Santos às 11h30
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02/11/2006

Existem momentos que se prefere acredita no que não é real

 

Fingir que tudo sempre acontece pro acaso e nunca é hora de voltar atrás

 

Esperar que momentos fiquem para sempre

 

Longa espera...

 

 

Um dia eu me vi tão feliz

 

Ainda não sei onde foi parar o que eu sentia

 

Lembro-me que era tudo tão bom

 

E agora finjo sorrisos em todos os lugares que eu estou

 

 

É engraçado como perdemos as coisas tão facilmente

 

Quanto a gente costuma achar que conquistou

 

E sempre pensando em arriscar, mas nunca

 

Conseguindo dar o primeiro passo

 

Se fosse hoje, será que isso seria só mais um sonho?

 

 

Eu nunca precisei de ninguém pra me ajudar em nada e agora...

 

Agora vejo que todas as minha ilusões são para nada

 

Cara, como é difícil crescer!

 

Queria tanto ser novamente inocente, tranqüila...

 

Já não choro mais por carência hoje.

 

Na verdade, hoje choro pro ter tudo tão perto

E não saber como aproveitar essas oportunidades...

 

                                                                      J.C.


Escrito por Clair Santos às 00h02
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29/10/2006

Por mais que tente

eu não consigo

Me apego a pessoas

Que sei que não poderei conquistar

são tantos os caminhos

Prea se chegar em um só

eu tenho medo

Eu sou o medo

e não espero que alguém me entenda

nem peço isso

eu só queria braços confortáveis

pra dormir abraçados aos meus

e uma tranqüilidade que não encontrei...

                  Pode ser que um dia....

                                                J.C.


Escrito por Clair Santos às 22h32
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Foi então que Buda Pregando, disse:

 

'Devotos do mundo inteiro ouvi-me:

Deveis muito a bondade do pai,

Deveis muito a compaixão da mãe.

Pois se o homem está neste mundo

Tem por causa o karma,

E por agente do karma os pais.'

 

'Não fosse pelo pai não nasceríeis,

Não fosse pela mãe não cresceríeis.

Eis porque

Da semente paterna recebeis o espírito,

Ao ventre materno deveis a forma.'

 

'E por causa dessa relação cármica,

Nada neste mundo se compara

Ao misericordioso amor de uma mãe:

A ela deveis eterna gratidão...'

 


Escrito por Clair Santos às 22h23
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22/10/2006

Paciência
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida e tão rara
Equanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo   e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
					
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber 
A vida é tão rara(Tão rara)
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para(a vida não para não) Será que é tempo que me falta pra perceber Será que temos esse tempo pra perder E quem quer saber A vida é tão rara(tão rara) Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma Até quando o corpo pede um pouco mais de alma Eu sei,a vida não rara(a vida não para não...a vida não para)


Escrito por Clair Santos às 15h54
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Escrito por Clair Santos às 15h42
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16/10/2006


Por mais longe que eu vá

 

Ou por mais perto que você nunca esteja

 

Eu estou fingindo não te conhecer

 

Eu acho que você entende

 

Aqueles momentos... pra mim estão muito recentes

 

Eu não quero esquecer o pouco que passei

 

 

Realizo muitas coisas sem nunca saber se pelo menos elas irão dar certo

 

A maioria das vezes sempre fico só...

Eu ainda vou aprender a viver do momento

                                                    J.C.


Escrito por Clair Santos às 23h42
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Escrito por Clair Santos às 23h24
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12/10/2006

Eu nunca vi nada selvagem ter pena de si mesmo.
Um pássaro cairá morto de um galho. 
Sem jamais ter sentido pena de si mesmo
                                 
                                              (J.D.Lawrence)


Escrito por Clair Santos às 20h53
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